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Modos gregos

Antes de ler este artigo informamos que para saber sobre modos gregos mais a fundo aconselhamos-te a seguir a nossa série de tutoriais sobre o assunto, clica aqui para ver. Tocar apenas um modo ou escala sem nenhuma melodia em particular na mente pode inspirar-te a criar uma melodia. Uma boa forma de começar a experimentar os diferentes modos gregos é tocar escalas com as notas brancas do piano, mas começando em diferentes notas.

Existem sete modos gregos, assim como as sete notas naturais. Não vamos falar sobre a história dos modos gregos nem o que são em pormenor neste artigo. A intenção é resumir cada um, e para o que nos remete a sonoridade de cada um, para que possas experimentar. Vamos olhar para todos os sete modos gregos e ver as características de cada um. Vamos ilustrar os modos gregos utilizando apenas as notas brancas do teclado do piano. Mas claro, cada modo pode ser baseado em qualquer nota. São os diferentes padrões de intervalos entre notas que definem cada modo.

 

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Pacote completo para aprenderes a tocar piano.

 

Jónio/Jónico (escala maior)

Quando tocas as sete notas naturais começando no Dó, obténs o modo Jónio. Para montar uma escala Jónia noutra nota que não o Dó, terás de utilizar o padrão de tons e meio tons: T-T-MT-T-T-T-MT. O modo Jónio deverá soar-te familiar, porque é a escala maior.

Modo Jónio

Dórico

Se tocarmos as teclas brancas começando em Ré obtemos o modo Dórico. Para construir o modo Dórico noutra nota utilizamos o padrão: T-MT-T-T-T-MT-T. O modo Dórico é mais comum de ser ouvido na música Celta e nas primeiras músicas folk na América derivadas de melodias Irlandesas. Músicas escritas no modo Dórico têm uma sonoridade melancólica e cheias de alma, porque a última nota da escala não se resolve por completo, então soa quase que como uma questão sem resposta.

Modo Dórico

Modo Frígio

Se começarmos então na nota Mi e tocarmos todas as notas naturais até o próximo Mi obtemos o modo Frígio. A sequência deste modo é: MT-T-T-T-MT-T-T. A maioria da música flamenca é escrita no modo Frígio, que tem um som brilhante e latino. Muitos compositores e guitarristas modernos utilizam o modo frígio com escalas maiores (em vez de menores) porque soam menos melancólico que a escala menor.

Modo Frígio

Modo Lídio

Se começarmos na nota Fá e tocarmos as notas naturais até ao próximo Fá obtemos o modo Lídio. A sequência de tons e semitons é: T-T-T-MT-T-T-S. O modo lídio é o oposto do Jónio, tem um som solido e brilhante como a escala maior mas os intervalos são inesperados e surpresos. Este é um modo popular para os músicos de Jazz que apreciam a utilização da mistura de progressões de acordes maiores e menores.

Modo Lídio

Modo Mixolídio

Se começamos na nota Sol então temos o modo Mixolídio. Para montar este modo utilizamos o padrão: T-T-MT-T-T-MT-T. O Modo mixolídio é parecido ao modo Lídio no sentido de ter uma sonoridade de escala maior com intervalos menores, e é um ótimo modo para trabalhar numa música com um feel de blues. O modo mixolídio é outra escala popular para solos musicais.

Modo Mixolídio

Modo Éolio (Escala menor natural)

Se começarmos em Lá temos o modo Éolio. A sequência de tons e semitons deste modo é: T-MT-T-T-MT-T-T. Músicas criadas no modo éolio têm uma sonoridade de tristeza. A última nota da escala Éolia resolve-se de uma forma completamente diferente que a nota final da escala jónia. Se o modo Dórico soa a melancólico, o modo éolio reflete desespero.

Modo Éolio

Modo Lócrio

Para montar o modo Lócrio utilizamos o padrão: MT-T-T-MT-T-T-S. O modo lócrio é considerado tão instável que a maioria dos compositores consideram que não dá para trabalhar neste modo. Existem algumas músicas escritas neste modo. Poderá encontrar ocasionalmente no heavy metal. Mas a relação de intervalos neste modo é difícil de compor para a maioria dos compositores.

Modo Lócrio

Estes modos são boas ferramentas para escrever música tonal (música que se rege segundo a escala ou modo e adere a uma nota base). Se limitar-se a um modo em particular – isto é, notas que têm uma lógica harmónica – poderá achar mais fácil de escrever as suas melodias. Experimente estes modos e experimente compor pequenas linhas melódicas para ver as diferenças entre cada uma.

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Ricardo Frade

https://www.facebook.com/RicardoF.Guitarra/

Professor de guitarra e criador da Academiamusical.com.pt, Ricardo Frade é um apaixonado pela música e pretende incentivar o estudo da música em Portugal e Países Lusófonos.

O seu instrumento primário é a guitarra. O instrumento secundário é o piano. É aficionado por bandas sonoras instrumentais, área onde ambiciona atuar. Trabalha com ensino musical, produção musical e deseja conseguir contribuir para a dinamização do ensino da música em Portugal.

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