fbpx

História do piano

Este artigo leva-o a uma viagem sobre a história do piano. Irá também descobrir de que materiais são feitos os principais pianos e o nome de todas as suas partes.

História do piano acústico

O piano é um largo instrumento com um teclado. O seu som é produzido por cordas presas a uma estrutura rígida. Estas vibram quando marteladas por martelos cobertos por feltro, que são movimentados pelo teclado. A palavra piano deriva do nome italiano original do instrumento, gravicembalo col piano e forte. Igual ao cembalo mas com a habilidade do piano produzir notas com diferentes volumes dependendo da força aplicada nas teclas.

História do piano
Imagem de um cembalo

Como um instrumento de cordas, o piano é similar ao clavicórdio e ao cembalo. Os três instrumentos diferem na sua forma de produzir o som. Num cembalo, as cordas são vibradas por algo semelhante a agulhas. No clavicórdio, as cordas são batidas por tangentes que se mantêm em contacto com as cordas. Num piano, as cordas são batidas por martelos, os quais voltam imediatamente à posição inicial, deixando a corda a vibrar livremente.

História do piano: O início

A história do piano começa em Itália. O piano foi inventado por Bartolomeo Cristofori em Florença. A data da construção do seu primeiro piano não está bem definida, mas segundo uma pesquisa feita pelos empregados da Cristofori‘s, a família Medici, um dos primeiros pianos foi feito por volta do ano 1700. Cristofori construiu apenas cerca de vinte pianos antes de falecer em 1731; os três que ainda sobrevivem datam de 1720s.

Assim como outras invenções, o piano foi baseado em invenções anteriores. Em particular, beneficiou de séculos de trabalho no cembalo, que mostrou a melhor maneira de construir o corpo, a placa sonora, a ponte e o teclado. Crosofori foi ele mesmo um construtor de cembalos e tinhas bons conhecimentos nesta área.

O grande sucesso de Crosofori, foi conseguir resolver, sem nenhum precedente conhecido, o problema mecânico fundamental do design do piano: os martelos devem bater nas cordas mas não devem continuar a tocá-las um vez que bateram (o que abafaria o som). Porém, os martelos devem voltar para a posição inicial sem ressaltar violentamente, e deverá ser possível repetir uma nota rapidamente. As ações de Crosofori serviram de modelo a várias diferentes abordagens daí em diante.

Os primeiros instrumentos de Crosofori eram feitos com cordas finas e eram muito mais silenciosos que o piano moderno. No entanto, em comparação com o clavicordio (o único instrumento de teclas anterior capaz de nuances dinâmicas) o som era consideravelmente mais alto, com um grande sustain.

O novo instrumento de Crosofori manteve-se relativamente desconhecido até que um escritor Italiano, Scipione Maffei, escreveu um artigo entusiástico sobre ele (1711), incluindo o diagrama do mecanismo. Este artigo foi amplamente distribuído, e a maioria das seguintes gerações de construtores de pianos começaram o seu trabalho devido a o terem lido.

Um destes construtores foi Gottfries Silbermann, conhecido como construtor de órgãos. Os pianos de Silbermann foram virtualmente cópias diretas de Cristofori, mas com uma exceção importante: Silbermann inventou o percursor do moderno pedal amortecedor (Conhecido como pedal de sustain), que permite os amortecedores fazerem a sustentação de todas as cordas de uma vez. Subsequentemente todos os pianos incorporaram alguma versão da ideia de Silbermann.

Silbermann mostrou a Bach um dos seus primeiros instrumentos na década de 1930. Bach não gostou dele naquela altura, queixando-se que as notas mais altas eram muito fracas para permitir um alcance dinâmico completo. Embora tenha recebido alguns elogios por parte de Silbermann, mais tarde foi criticado. Bach aprovou um instrumento feito mais tarde que viu em 1747, e aparentemente até serviu de agente na venda dos pianos de Silbermann.

A conceção de pianos floresceu no fim do século XVIII no trabalho da escola Vienense, Que incluía Johann Andreas Stein (que trabalhou em Augsburgo, Alemanha) e os construtores Vienenses Nannette Stein (filha de Johann Andreas) e Anton Walter. Os pianos Vienenses eram feitos com armações de madeira, duas cordas por nota, e martelos cobertos com couro. Foi em instrumentos destes que Mozart compôs os seus concertos e sonatas, e réplicas deles são construídas hoje em dia para usar com desempenho autêntico.

O termo forte-piano é nos dias de hoje muito usado para distinguir o dos pianos do século XVIII dos de mais tarde.

História do piano: O desenvolvimento do piano moderno

Durante um grande período na história do piano, de 1790 a 1890, a era do piano-Mozart sofreu grandes alterações que conduziram à forma moderna do instrumento. Esta evolução deveu-se à consistente preferência dos compositores e pianistas por um som de piano mais poderoso e com mais sustain. Foi também uma resposta à revolução industrial, que tornou os recursos mais acessíveis, como aço de alta qualidade para as cordas.

Ao longo do tempo, tocar piano tornou-se uma atividade mais extenuante e exigia mais dos músculos, à medida que a força necessária para premir as teclas, assim como a distância entre elas aumentava. A área tonal do piano foi também aumentada, desde as cinco oitavas da altura de Mozart para 7 (ou mais) oitavas encontradas nos pianos modernos.

Na primeira parte desta era, o progresso tecnológico deveu-se muito à firma Inglesa de Broadwood, que já tinha uma forte reputação pelo esplendor e poder tonal dos seus clavicórdios. Ao longo do tempo, os instrumentos de Broadwood tornaram-se progressivamente maiores, mais poderosos e mais robustos. A firma de Broadwood que enviou pianos para ambos, Haydn e Beethoven, foi a primeira firma a construir pianos com mais de cinco oitavas.

Por volta de 1820, o centro da inovação mudou para a firma Érard de Paris, que construiu pianos usados por Chopin e Liszt. Em 1821. Sébastien Érard inventou a ação de duplo escapamento, que permitia que uma nota fosse repetida mesmo que a tecla não voltasse à sua posição inicial completamente.

História do piano: O piano moderno

Tipos de piano:

Os pianos modernos vêm com duas configurações básicas e vários tamanhos, o piano de cauda e o piano vertical.

Os pianos de cauda têm a sua armação e cordas na horizontal, com as cordas estendidas para lá do teclado. Isto evita os problemas inerentes num piano vertical, mas ocupa muito espaço e precisa de uma divisão grande. Existem vários tamanhos. Os modelos variam, mas de uma forma geral podemos distinguir o “concert grand piano” com aproximadamente 3metros; o “grand piano” com aprox. 1.8metros; e o mais pequeno “baby grand piano”, um pouco mais pequeno.

Pianos verticais, são mais compactos devido à armação e às cordas serem dispostas verticalmente, estendendo-se em ambas as direções do teclado e dos martelos. É consideravelmente mais difícil produzir um som mais sensível, porque os martelos movem-se de lado, em vez de para cima contra a gravidade; no entanto, os melhores pianos verticais agora aproximam-se do nível dos grand pianos.

História do piano: Teclado

Quase todos os pianos modernos têm 88 teclas(sete oitavas e mais um pouco A0 a C8). Muitos pianos mais antigos têm 85(de A0 a A7), enquanto alguns fabricantes estendem a área em ambas as direções.

Pedais

Os pianos têm pedais, desde o inicio dos tempos. Os três pedais tornaram-se mais ou menos padrão nos pianos modernos atuais.

O pedal de sustain, é chamado simplesmente de “pedal”, já que é o usado mais frequentemente. É o pedal mais à direita. Todas as notas do piano, exceto as últimas oitavas, estão equipadas com um amortecedor, que é um instrumento almofadado que previne a vibração das cordas. O amortecedor é levantado para fora das cordas sempre que uma tecla é tocada. Quando o pedal está a ser premido, todos os amortecedores do piano são levantados de uma vez, então todas as cordas podem vibrar.

O pedal de uma corda é o que está mais à esquerda. Num grande piano este pedal muda a ação ligeiramente para o lado esquerdo, assim ao invés das cordas baterem nas três cordas de uma nota, batem só em uma.

O pedal sostenuto, ou pedal central mantém na posição original qualquer amortecedor que esteja na posição original no momento em que o pedal foi premido. Assim é possível fazer sustain só em algumas notas. Assim termina esta breve história do piano. [wpep id=”9067″]

Ricardo Frade

https://www.facebook.com/RicardoF.Guitarra/

Professor de guitarra e criador da Academiamusical.com.pt, Ricardo Frade é um apaixonado pela música e pretende incentivar o estudo da música em Portugal e Países Lusófonos.

O seu instrumento primário é a guitarra. O instrumento secundário é o piano. É aficionado por bandas sonoras instrumentais, área onde ambiciona atuar. Trabalha com ensino musical, produção musical e deseja conseguir contribuir para a dinamização do ensino da música em Portugal.

Deixa aqui um comentário

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.