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Velocidade na guitarra – Os segredos que não lhe contam

Qualquer guitarrista, ou qualquer pessoa que aspire ser um bom guitarrista, normalmente chega a um ponto que quer aumentar a sua técnica e aumentar a sua velocidade na guitarra. Como já sabemos a velocidade está longe de ser tudo na guitarra, mas convenhamos, uma boa técnica junto com uma boa musicalidade tem um impacto explosivo em quem escuta. Provavelmente você já sentiu esse impacto e é por isso que quer aumentar a sua técnica. Neste artigo vamos ver os erros mais comuns que os guitarristas cometem que os limitam na questão de construir uma boa velocidade na guitarra.

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Como pode imaginar existe mais que uma forma boa para desenvolver a sua velocidade na guitarr. Existem várias abordagens e várias funcionam a seu tempo. No entanto também existem várias formas erradas. Não importa a abordagem que você tem, se comete algum destes erros que iremos mostrar então terá de os corrigir para continuar a desenvolver a sua técnica na guitarra.

Velocidade na guitarra: Erros comuns

Erro #1

O primeiro erro mais comum é em questão à palheta utilizada. Muitos estudantes utilizam palhetas demasiado moles e flexíveis que dobram quando se toca. A razão para este ser um erro é muito simples: uma palheta mole irá arruinar a coordenação das suas duas mãos quando tenta tocar em tempos mais rápidos. A razão para isto acontecer também é muito simples: – Quando pressiona a palheta contra a corda esta devolve tensão de volta dobrando a palheta. Antes de voltar a tocar a corda de novo a palheta tem de voltar ao sítio e em grandes velocidades esse tempo é crucial.

Então opte por palhetas rígidas, a John Petrucci Jazz III, da Dunlop é a minha palheta de eleição, além de rígida tem uma ponta fina o que diminui a fricção com a corda, ótimas para palhetada alternada:

Palheta John PetrucciErro #2

O segundo erro que muitos estudantes cometem é o ângulo da mão que segura a palheta em relação às cordas (palheta a apontar mais para cima ou mais para baixo). A ideia principal é evitar apontar demasiado para cima ou demasiado para baixo a palheta. O que acontece quando aponta para uma das direções é que um tipo de palhetada (cima ou baixo) tem vantagem e o outro tem desvantagem. Por exemplo, se apontar a ponta da palheta para cima, as palhetadas para baixo serão mais fáceis, pois a palheta deslizará pela corda, no entanto as palhetadas para cima serão extremamente difíceis. Então, a não ser que esteja a utilizar apenas um tipo de palhetada, mantenha a palheta num ângulo neutro para aumentar a sua velocidade na guitarra.

Palheta a apontar para cima
Neste caso temos a ponta da palheta a apontar para cima.

Palhetada neutra
Aqui temos a mão numa posição neutra.

Em relação ao ângulo, deve também manter a palheta a cerca de 45º em relação ao braço da guitarra, para que a palheta “deslize” mais facilmente.

Angulo palheta
Este ângulo fará a palheta deslizar melhor pela corda.

Erro #3

O terceiro erro que os estudantes cometem ao tentar aumentar a sua velocidade na guitarra é a forma como agarram a palheta. Esta é uma área básica da técnica, no entanto se não tem este ponto firme então será difícil aumentar o seu progresso. Ao mesmo tempo esta é uma técnica muito simples de aprender. São basicamente dois os erros que normalmente os guitarristas cometem:

  1. O primeiro erro é agarrarem a palheta com demasiada força. Como a força da mão é controlada pelos músculos do braço, do antebraço essencialmente, todo ele fica tenso e torna-se muito difícil atingir uma grande velocidade neste estado tenso.
  2. O segundo erro é o oposto, ou seja, agarrar a palheta com demasiada pouca força, o que faz a palheta mexer-se entre os seus dedos e destruirá a coordenação das duas mãos em velocidades mais rápidas.

A solução para isto é conseguir agarrar a palheta de forma a que não se mova da sua mão mesmo quando toca com força, e ao mesmo tempo não apertar em demasia de forma a que fique com o braço tenso. Como vamos fazer isto? Eu gosto de utilizar uma técnica que acho que é ótima para conhecer a força ideal para si.

Comece por agarrar a palheta como sempre faz, do seu jeito. Mas desta vez aperte com a máxima força que conseguir. Escolha uma nota e comece a palhetar alternadamente. À medida que for palhetando, vá soltando a força dos seus dedos na palheta. Agora é essencial que esteja com a sua atenção focada na sua mão. Vá soltando a tensão até a palheta começar a escorregar da mão. Aquele momento logo antes de ela ter escorregado é a força ideal a aplicar. Você tem de estar bem consciente e sentir a força. Depois é só concentrar-se em utilizar essa força sempre que tocar, até se tornar algo automático.

Ricardo Frade

https://www.facebook.com/RicardoF.Guitarra/

Professor de guitarra e criador da Academiamusical.com.pt, Ricardo Frade é um apaixonado pela música e pretende incentivar o estudo da música em Portugal e Países Lusófonos.

O seu instrumento primário é a guitarra. O instrumento secundário é o piano. É aficionado por bandas sonoras instrumentais, área onde ambiciona atuar. Trabalha com ensino musical, produção musical e deseja conseguir contribuir para a dinamização do ensino da música em Portugal.

    4 Comentários

  1. 22 Agosto, 2014
    Responder

    Comecei há pouco tempo e estou usando uma palheta de 0,71mm e me sentindo confortável com ela. É ok ou ainda muito fina?

    • Academia Musical
      22 Agosto, 2014
      Responder

      Olá Cleber,
      não tem problema principalmente se ainda está começando. Dependerá muito do tipo de música que irá tocar. Se quiser tocar solos rápidos, aí sim a palheta fará diferença. À medida que a sua técnica aumenta vá experimentando várias palhetas, e fique com a que se adaptar melhor.

  2. 10 Setembro, 2014
    Responder

    Desde minha adolescência me encanto muito mais pelos solos lentos e pelos acordes do que pelos solos rápidos. Será que sou um E.T.? Por exemplo: o que o Jhonny Marr (ex-smiths) fez e faz é algo excelente prá mim. O que acha?

    • Academia Musical
      10 Setembro, 2014
      Responder

      Não há nada de errado consigo pelo contrário. A velocidade tem o seu lugar mas necessita do núcleo, a melodia, é óptima para ser utilizada nos momentos certos mas jamais é uma obrigação.
      Existem vários guitarristas que não tocam rápido, e destaco o David Gilmour, no entanto é difícil não ficar arrepiado quando se ouve as maravilhas que faz.

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