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Tudo sobre captadores de guitarra e baixo – P.5: Pólos e imanes

Vamos começar por entender o que são os pólos dos captadores. Os pólos são o elemento que assenta por baixo das cordas e molda o campo magnético em torno deles. Os pólos podem ser feitos de Alnico ou de aço. De uma forma geral, as peças de alnico produzem um som mais brilhante, enquanto que os de aço produzem um som mais cheio. Essa é uma das razões peça qual as guitarra Fender tendem a ter um som mais brilhante que as Gibson.

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Os pólos de Alnico são constituídos de conjuntos de ímanes individuais, normalmente um por corda. A maioria dos captadores humbucker têm polos de aço com a forma de parafuso. A maioria dos singlecoil utilizam ímanes de alnico.

Como é que o tipo de imane influência do som do captador?

O tipo de imane é um factor decisivo no som do captador. O tipo de imane mais comum é o Alnico, uma liga que inclui alumínio, níquel e cobalto. O tipo de Alnico mais popular para captadores de guitarra é o Alnico 2, conhecido pelo seu som doce, e o mais cheio Alnico 5. Pode-se pensar no Alnico 2 como “o imane vintage“. Músicos que gostam do som vintage mas querem um som mais “gordo” normalmente utilizam Alnico 5.

Ainda mais quentes são os de cerâmica. Estes combinam ferro e vários minerais, formados em grande pressão e calor. Os ímanes de cerâmica são normalmente utilizados nos captadores mais altos e agressivos utilizados para o hard rock. Mas os ímanes de cerâmica não têm de ser obrigatoriamente altos e distorcidos.

Outro factor é o tamanho e o formato dos ímanes. Ímanes maiores tendem a produzir um som mais alto e agressivo.

Quão o tipo de bobine afeta o som do captador?

bobine latão-500x500Afeta de forma dramática. É a chave determinante do timbre do captador. A bobine é simplesmente um longo fio de cobre enrolado milhares de vezes. Quanto mais enrolamentos, mais alta a saída do captador. Mas demasiado enrolamento resulta numa resposta de agudos fraca e num som com pouca dinâmica. Outro fator é a grossura do cobre.

O que significam as especificações dos captadores?

Normalmente utilizamos dois termos para quantificar a saída e o timbre de um captador: D.C resistance e ressonant peak. Estes valores são expressos em números.

D.C. resistance (resistência) descreve o grau que o captador resiste à fluência da corrente direta. Simplificando, quanto maior a resistência mais alto será o som do captador. Os captadores vintage normalmente têm uma resistência baixa: perto de 6.5K num single-coil e 7.6K num humbucker. Os modernos captadores de alta saída chegam a ter 15K nos single coil e 16.5K nos humbuckers.

Ressonant peak é o ponto em que a impedância do captador chega ao seu ponto mais alto. Simplificando quando maior o ressonant peak mais brilhante será o timbre do captador. Você não precisa de entender a física por trás disto, apenas lembre-se, quanto mais alto o D.C. resistance mais alto o som do captador, enquanto que um alto Ressonant peak dará mais brilho ao timbre.

Sabendo isto já poderá fazer algumas comparações em relação ao som dos captadores.

O que significa “potting”?

O potting refere-se ao processo de imergir o captador em cera, que previne os componentes de vibrarem uns contra os outros. Normalmente estas vibrações não são um problema, mas se tocar com um captador que não passou por este processo em frente a amplificador com bastante gain, e bastante volume, poderá gerar um feedback indesejado. Não um feedback à Jimi Hendrix, mas um feedback feio, de furar tímpanos. Por esta razão quase todos os captadores modernos passam por este processo.

O que mais influencia o som de um captador?

O som que se tira do captador é parcialmente determinado pelos componentes fora dele. Isto inclui o controlo de volume. O nome técnico deste comando é potenciometro. O mais comuns são potênciometros de 250K e 500K. Quanto maior o valor do potenciómetro maior o brilho do som.

As cordas, claro, são outro factor, e é muito mais que uma questão dStringse quão velhas ou sujas estão. O material no núcleo da corda e o revestimento afetam a forma com que as vibrações interagem com o campo magnético dos captadores. As cordas modernas produzem um volume mais alto e um som mais brilhante que as antigas, e a maioria dos músicos estão satisfeitos. Mas se quiser um som mais quente, procure umas cores de puro níquel.

E claro para terminas, toda a estrutura e materiais da sua guitarra ou baixo vão ter um papel importante no som, principalmente o tipo de madeira.

 

Ricardo Frade

https://www.facebook.com/RicardoF.Guitarra/

Professor de guitarra e criador da Academiamusical.com.pt, Ricardo Frade é um apaixonado pela música e pretende incentivar o estudo da música em Portugal e Países Lusófonos.

O seu instrumento primário é a guitarra. O instrumento secundário é o piano. É aficionado por bandas sonoras instrumentais, área onde ambiciona atuar. Trabalha com ensino musical, produção musical e deseja conseguir contribuir para a dinamização do ensino da música em Portugal.

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