Dicas de masterização

3 Maio, 2014 Mistura e Masterização , Tutoriais 840 Visualizações
Dicas de masterização

O que faz a masterização?

A masterização tem 4 funções principais:

1Conversão do formato: Para o lançamento de CD um ficheiro de aúdio deve ser convertido para uma resolução de 16 bit e um sample rate de 44.1kHz. Muitas misturas chegam ao engenheiro de masterização com alta resolução, como 24 bit a 96kHz.

2Montagem: Este processo pega no conjunto de pistas e converte-as numa só.

3EQ: Isto tem duas funções na masterização. Uma delas é garantir consistentes qualidades tonais de pista para pista, enquanto que a outra é ajustar problemas tonais específicos com as pistas individuais.

4Dinâmicas: O vinyl tinha uma gama dinâmica limitada, então a gama dinâmica global da música tinha de ser reduzido para se encaixar. Isto significa diminuir os picos de forma a que a agulha não saltasse nos grooves, enquanto se aumentava as passagens mais baixas de forma a ficar mais alto que o barulho de fundo. Além dos CDs não terem estas limitações, o controlo dinâmico continua a ser utilizado (infelizmente, em excesso muitas vezes) porque pode criar CDs que soem “mais alto”. Apesar de um CD que esteja alto ter um impato inicial grande, eventualmente torna-se fatigante. Uma peça bem masterizada deve manter as dinâmicas o mais possível, como as dinâmicas são uma enorme parte do impacto emocional da música.

Posso masterizar as minhas próprias gravações?

Sim, mas será que deve? Um engenheiro de masterização profissional tem consigo anos de experiência, e pode ajudar a sua música a soar mais “comercial”. Contudo, além dos engenheiros de masterização quererem que você acredite que apenas eles podem fazer esse trabalho, se você tiver bons ouvidos, paciência e as ferramentas certas, pode certamente aprender a masterizar. Todos os engenheiros de masterização começaram de alguma forma, e embora os seus primeiros esforços possam não parecer uma obra de arte, com o tempo irá melhorar. Algumas correções são “pinceladas” como aumentar ou cortar os agudos ou os baixos de alguma forma. Estas são muito fáceis de fazer: Compare o trabalho que está a masterizar com uma gravação bem masterizada, e ajuste os graves e agudos da mesma forma.

Os problemas mais comuns são frequências desagradaveis, picos, por exemplo de material gravado num quarto com má acústica. O objetivo é identificar onde estes problemas estão, e então corrigi-los. Para lidar com picos:

1. Abra o EQ de masterização, e desligue todas as bandas exeto a banda 1.
2. Diminua o volume dos seus monitores (importante)!
3. Ajuste o ganho da banda (dB) para 15 dB.
4. Defina o canal Q estreito (largura), como 5.00, clicando e arrastando o número do Q.
5. Aumento o volume dos monitores um pouco. O som estará muito mais alto devido ao boost de 15 dB.
6. Deslize o filtro de picos de frequência para cima e para baixo, lentamente.
7. Quando bater num ressonância o som ficará ultra alto e distorcido. Isto identifica um pico no som. Se tudo soar distorcido, reduza o ganho um pouco e tente de novo.

Agora que encontrou um pico, decida se é um pico natural que é suposto estar lá, ou um pico “mau”. Reduza o ganho dB para um nível menor que 0, e então decida se a música soa melhor ou pior. Se melhor, otimize o ganho e o Q enquanto compara o som original clicando na check box à esquerda da banda 1. Por exemplo, numa música que tenha sido misturada num sistema com uma resposta fraca de baixos. Como resultado o bombo da bateria é misturado muito alto, ficando um som turvo. Isola-se a frequencia do Kick da bateria (por volta dos 65Hz) e corta-se 1.2dB, com uma largura muito fina.  Noutro exemplo, uma frequência em torno dos 400Hz muito alta, causada por um mau arranjo, foi corrigida utilizando um corte de 0.9dB.

Masterização

Por fim a masterização envolve subtileza – uma diferença de 0.5 dB pode ter um grande efeito na música.

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