fbpx

Como utilizar acordes diminutos nas suas progressões de acordes

Se você gosta do som das tríades diminutas mas não sabe como utilizá-las, leia este artigo.

Antes de avançar convido-o a conhecer o nosso livro Segredos da composição musical.

As tríades diminutas ocorrem naturalmente no sétimo grau da escala maior. Se a sua música está no tom de Sol maior, o acorde diminuto que existe naturalmente na escala é Fá sustenido diminuto, com as notas F# – A – C. Como pode ver, uma tríade diminuta é um empilhamento de terceiras. Na maioria das vezes, quando um músico utiliza uma tríade diminuta, ele tenta adicionar uma sétima diminuta no topo, tornando o acorde numa tétrade (acorde de quatro notas). As tétrades diminutas são muito boas quando utilizadas corretamente, mas podem soar bem “fora” quando utilizadas indevidamente. Então vamos ver como utilizar os acordes diminutos numa progressão típica.

A coisa boa nos acordes diminutos é que qualquer nota do acorde pode agir como nota sensível. Isto significa que você pode resolver qualquer nota de um acorde diminuto simplesmente subindo meio tom, e então tocar o acorde maior da nota para onde se moveu.

Por exemplo, se a sua música está em Sol maior, e você está a tocar Fá#dim7 (Fá# – Lá – Dó – Mib), esse acorde soa bem se tocar de seguida qualquer um destes acordes: Sol maior, Sib maior, Ré maior, ou Mi maior. Pode também resolver o acorde diminuto  nestes acordes mas menores.

Irá notar que apenas dois destes acordes de resolução, Sol e Mi menor, estão de facto na escala de Sol maior. Então na maioria das vezes, o acorde diminuto que ocorre naturalmente na escala maior, funciona melhor se mover-se para um acorde que ocorra naturalmente na escala, ou para outro se a sua música está a ser modulada (trocar de tom).

Contudo, existe uma forma melhor e mais versátil para criar e utilizar tétrades diminutas, e é: criar uma tétrade diminuta que seja montada meio tom a baixo de qualquer acorde para onde pretenda resolver.

Por exemplo, se a sua progressão de acordes começa com: G Am, você pode inserir uma tétrade diminuta que comece na nota G#, ficando a progressão: G G#dim7 Am. Este G#dim7 é construido com as notas G# – B – D – F.

Continuando com este processo, um acorde diminuto pode ser um bom acorde de conexão que se encaixa bem em todos os acordes que ocorrem naturalmente na escala de Sol maior. Fazendo isto criamos um baixo com a escala cromática no baixo. Então, por exemplo, podemos tornar esta progressão: G – Am – Bm – C – D – Em – F#dim – G nesta:

G – G#dim7 – Am – A#dim7 – Bm – C – C#dim7 – D – D#dim7 – Em – Fdim7 – F#dim7 – G

Pode notar que não inserimos uma tétrade diminuta no Bm, porque já existe naturalmente meio tom entre Bm e C, mas você pode acrescentar se desejar.

Então, se você se sentir preso a tentar entender como utilizar acordes diminutos nas suas progressões, tente aplicar esta simples regra: Pegue em qualquer acorde dentro da sua progressão, e monte um acorde diminuto na nota meio tom a baixo do acorde onde que resolver.

Ao fazer isto transformamos isto: G D Am D Em nisto: G D Am D D#dim7 Em.

Ricardo Frade

https://www.facebook.com/RicardoF.Guitarra/

Professor de guitarra e criador da Academiamusical.com.pt, Ricardo Frade é um apaixonado pela música e pretende incentivar o estudo da música em Portugal e Países Lusófonos.

O seu instrumento primário é a guitarra. O instrumento secundário é o piano. É aficionado por bandas sonoras instrumentais, área onde ambiciona atuar. Trabalha com ensino musical, produção musical e deseja conseguir contribuir para a dinamização do ensino da música em Portugal.

Deixa aqui um comentário

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.