Como Parar de Importar-me Com o Que os Outros Pensam?

18 Abril, 2017 Blog 88 Visualizações

Lembras-te da primeira vez que recebeste um “like” em algo que publicaste no Facebook? Aquela pequena excitação foi agradável, certo? Assim como uma ovação, ou uma resposta positiva de uma audiência, é agradável conseguir um pouco de validação – de sentir que recebemos “o selo de aprovação” de alguém. E não há nada de errado em sentirmo-nos bem quando recebemos essa palmada nas costas ocasional. Mas há um lado negro também. Porque o que é que acontece quando não recebemos “likes“? Quando a resposta dos outros é tépida? O que acontece com a nossa confiança?

Se falarmos em redes sociais como o Facebook, existem bilhões de likes a serem gerados diariamente. Provavelmente nunca na história foi tão fácil receber ou dar a nossa aprovação a tantas pessoas tão rapidamente. E se a nossa auto-estima depender demasiado do feedback externo, podemos estar como que numa montanha russa – as nossas emoções e confiança sobem e descem como a bolsa de valores.

Pode tornar-se muito fácil questionarmo-nos e preocuparmo-nos constantemente sobre o que os outros pensam. O que irão os desconhecidos pensar? O que irão os meus amigos pensar? O que irá a minha família pensar?

Como então quebrar este ciclo?

O Impacto dos “likes” na Auto-estima

Um estudo recente aponta para algumas pistas interessantes sobre a conexão entre a validação externa, a auto-estima, e um terceiro factor que desempenha um papel interessante na equação da nossa auto-confiança.

96 estudantes não graduados participaram num estudo para ver que tipo de impacto os “likes” das redes sociais podiam ter na sua auto-estima.

E devido às descobertas de outro estudo, os autores suspeitaram que ter um sentimento de propósito na vida pode afectar o grau em que a validação externa pode ou não impactar a nossa auto-estima, então todos começaram pode fazer o Life Engagement Test para medir o seu grau de sentimento de propósito na vida.

Depois foi-lhes dito que iriam fazer um teste piloto a uma nova rede social chamada “Faces of the Ivies“, e teriam de criar um perfil e colocar uma foto de perfil. Foi pedido a cada participante para tirar uma selfie, e o responsável pela investigação faria o upload da foto na rede social (na verdade, não existia nenhum site nem upload de fotos).

O responsável depois disse que as fotos de perfil seriam mostradas por 5 minutos, tempo em que os outros utilizadores teriam a oportunidade de ver e “gostar” da fotografia. Depois de 5 minutos, eles iriam receber o feedback sobre quantos likes receberam. Claro, este feedback era falso, e foi dado aleatoriamente.

Foi dito a um grupo de estudantes que tinham recebido likes dentro da média (27 likes para ser exacto). A outro grupo foi dito que tinham recebido likes acima da média (48). E ao terceiro grupo foi dito que receberam likes abaixo da média (6).

Depois fizeram um teste à auto-estima.

O Papel do Propósito

Como previsto, receber mais likes de facto aumentou a auto-estima. Aqueles no grupo acima da média obtiveram uma auto-estima significativamente maior que aqueles que receberam na média ou abaixo da média.

Mas agora é que as coisas ficam interessantes. Receber um alto número de likes apenas aumentou a auto-estima daqueles que tinham baixos níveis de sentimento de propósito na vida. Os estudantes com alto nível de sentimento de propósito na vida não mostraram uma real mudança na sua auto-estima, mesmo após receberem muitos likes.

É como se o propósito servisse de filtro, ajudando a percepção do eu dos estudantes a estar melhor isolada da opinião dos outros. Ter objetivos de longo prazo com significado, e actividades de valor ajudou a cultivar um sentimento de valor pessoal que depende menos da opinião dos outros.

Agir

Uma diferença de alguns likes numa foto de perfil, e ter um mau desempenho são duas coisas distintas, mas e se ao cultivarmos um sentimento de propósito na vida mais forte nos ajudar a ser mais resilientes face aos altos e baixos na vida em artes? E se isso nos ajudar a ser menos afectados pela validação externa (ou a falta dela) que recebemos diariamente, manter o nosso foco, mesmo naqueles dias que é mais fácil sermos os nossos próprios críticos?

Mas como é suposto encontrar o nosso propósito?

Este é um assunto que vai além do propósito deste artigo, mas existem vários artigos que provocam a reflexão, como este.

Enquanto que não existe uma fórmula perfeita que se adapte a todos para encontrar esse sentimento de propósito na vida, a melhor forma é começarmos a olhar para as pistas dadas como:

  1. Coisas que gostas de fazer
  2. Habilidades que tens e que gostas de pôr em prática
  3. Uma visão de como podes melhorar a vida das outras pessoas

E não precisa de ser algo em grande como conseguir a paz mundial. Pode ser algo que nem tenhas reparado que tem impacto.

Como Por Exemplo?

Num dos episódios do “The Tonight Show”, um dos convidados foi Will Smith, que disse algo que se relaciona tanto com a música como com a representação, ou qualquer arte cénica.

Nomeadamente, que o mais importante, é “continuar a amar pessoas”. Para lembrar que a arte não é só sobre nós e o nosso ego, mas uma forma de contribuir para com os outros. “Para ajudar as pessoas a lidar com o seu dia”, e “ajudar a melhorar a sua vida”. Ou como disse Jimmy Fallon, fazer o que podemos para assegurar que os espectadores podem ir para a cama com um sorriso, não importa o quão duro foi o seu dia.

Já alguma vez pensaste sobre o teu propósito, e como podes definir um para ti?

Por: Noa Kageyama, Ph.D.

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