Desmistificando os modos gregos 1/15: Introdução

5 Maio, 2014 0 Comments Teoria Musical , Tutoriais 716 Views
Desmistificando os modos gregos 1/15: Introdução

A maioria dos estudantes ficam com dores de cabeça só de ouvir o nome modos gregos. Esperemos com esta série de artigos que se irão seguir, desmistificar os modos gregos e mostrar como são utilizados. Os modos gregos são fáceis, quando os entendemos! Pessoalmente passei momentos difíceis com os modos gregos e passei muito tempo a ler todos os livros que podia sobre eles, mas isso só tornou o assunto mais confuso ainda. Agora que entendo como são utilizados, parecem-me tão simples… Então aquilo que me confundia a mim eu espero explicar de forma clara para que não passe pelo mesmo.

Os modos gregos são o mesmo que a escala maior, mas com um centro tonal diferente. O que significa isto e porque é isto importante? Para entender isso você precisa de entender um pouco sobre Sequências de acordes diatónicos, que será visto num artigo à parte. O que precisará saber para já é que todos os modos têm as mesmas notas que a escala maior, mas irão ser tocadas num acorde que não o primeiro acordes da escala maior. Como assim? Se tocar a escala de sol maior em cima de um acorde de lá menor, estaria a tocar o modo Lá Dórico. Não tente para já entender isto, apenas pegue na ideia. Utilizar os modos gregos é tão fácil quanto tocar a escala maior, apenas o centro tonal (o acorde que está a ser tocado) não é o mesmo centro tonal que na escala Maior. Então para já vamos só conhecer alguns conceitos que precisaremos para começarmos a estudar os modos nos próximos artigos:

Sequência de Acordes Diatónicos – Estes são os acordes encontrados numa tonalidade. Por exemplo: A sequência de acordes diatónica no tom de Dó maior é, Dó maior, Ré menor, Mi menor, Fá maior, Sol maior, Lá menor e Si diminuto. Veremos mais sobre o assunto noutro artigo, mas pode dar uma olhada na aula harmonizar escalas musicais, onde aprende a extrair os acordes de um tom.
Centro Tonal – Esta é a base da harmonia, normalmente o acorde em que o modo vai ser tocado por cima. Isto vai ajudar-nos a definir quais as “Notas de repouso” que são as notas que onde podemos permanecer ou repousar e soam bem com o acorde.

Campo harmónico (CH) – Com isto irei referir-me ao campo harmónico da escala maior de que o modo deriva. As notas do modo e do CH serão as mesmas mas o centro tonal será diferente. Por exemplo, poderei escrever “modo Si dórico (CH: Lá maior)” o que significa que o Campo harmónico de Si dórico é a escala de Lá maior.
Notas de repouso – Estas notas ajudam a definir o centro tonal e são normalmente as notas do acorde do centro tonal.
Séries – Olhamos para a série de modos que derivam da escala maior. Por exemplo, modos com o mesmo CH: Em Dó maior seriam Dó Jônio, Ré dórico, Mi frígio, etc.
Paralelo – Olhamos para os modos que têm o mesmo centro tonal. Por exemplo, os modos que têm o mesmo centro tonal de Dó (mas diferentes Campos harmónicos) seriam Dó Jônio, Dó dórico, Dó frígio, etc.

Próximo: Conhecimento essencial para começar.

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